Lola Montès (Max Ophüls, 1955)

Quando chegou às telas, em 1955, Lola Montès trazia a promessa de um acontecimento especial no cinema francês. Com um investimento total de aproximadamente 670 milhões de francos, tornou-se a produção cinematográfica mais cara realizada na França até então. Tratava-se ainda de uma das primeiras produções francesas filmadas no formato scope, tecnologia de lentes anamórficas… Leia mais Lola Montès (Max Ophüls, 1955)

Retrato de uma Jovem em Chamas (Céline Sciamma, 2019)

Entre a representação do desejo e o desejo pela representação. Marianne e Héloise trocam olhares e recordações, beijos e imagens, produzem memórias sobre a cama e sobre a folha de papel. A intimidade de ambas é filmada com uma intensidade notável, reflete um olhar visivelmente empenhado em retratar o sentimento das personagens. Por vezes esse… Leia mais Retrato de uma Jovem em Chamas (Céline Sciamma, 2019)

O Parque (Damien Manivel, 2017)

Filme que Green, Vecchiali, Weerasethakul e outros tantos dirigiriam dormindo, mas que se torna completamente inócuo com toda essa disposição do Manivel para se enquadrar nesse formalismo contemporâneo orgulhoso do próprio esvaziamento. Toda semana um novo filme com personagens e composição visual modulados em torno de nada, menos por esforço de economia e mais por… Leia mais O Parque (Damien Manivel, 2017)

Vendredi Soir (Claire Denis, 2002)

Noite de sexta chuvosa em Paris. A paralisação do transporte público deixa as ruas intrafegáveis, congestionadas por filas quilométricas de automóveis. Em torno deles circulam pessoas sem tempo ou disposição para trocar olhares – ou, em casos mais extremos, que tratam grosseiramente uma mulher segundos antes de acariciar seu cachorro. O colapso da modernidade emerge… Leia mais Vendredi Soir (Claire Denis, 2002)