O Parque (Damien Manivel, 2017)

Filme que Green, Vecchiali, Weerasethakul e outros tantos dirigiriam dormindo, mas que se torna completamente inócuo com toda essa disposição do Manivel para se enquadrar nesse formalismo contemporâneo orgulhoso do próprio esvaziamento. Toda semana um novo filme com personagens e composição visual modulados em torno de nada, menos por esforço de economia e mais por… Leia mais O Parque (Damien Manivel, 2017)

Comentários: Trama Fantasma e Projeto Flórida

Trama Fantasma (Paul Thomas Anderson, 2017) De Sangue Negro (2007) a Trama Fantasma (2017), são dez anos em que o cinema de Paul Thomas Anderson se firma como um consistente olhar para construções sociais do século XX, especialmente da América: a colonização e a formação de impérios econômicos; fenômenos midiáticos e os valores do pós-guerra;… Leia mais Comentários: Trama Fantasma e Projeto Flórida

Roda Gigante (Woody Allen, 2017)

O filme que Woody Allen tentava fazer há um bom tempo – e finalmente conseguiu. A recepção da imprensa americana já causou estrago suficiente, mas acho que é o projeto mais interessante, autêntico e belo do diretor em muitos anos. Desde Meia-Noite em Paris, ou até antes, Allen andava embriagado por certo saudosismo fetichista, um… Leia mais Roda Gigante (Woody Allen, 2017)

O Acampamento (Damien Power, 2016)

Boa surpresa esse Killing Ground, thriller australiano importado de Sundance. Filme se instala numa tradição manjada do survival rural, com o casal urbano isolado na mata virgem e idílica confrontando psicopatas rednecks, mas desde o início lida de maneira muito franca com o espectador. A primeira metade é o Dunkirk que deu certo, três narrativas… Leia mais O Acampamento (Damien Power, 2016)

Melhores Filmes de 2017: Primeiro Semestre

Breve seleção extraída entre os mais de 200 filmes exibidos no circuito comercial brasileiro de janeiro a junho. Utilizei como base o calendário de estreias disponibilizado pelo Filme B, desconsiderando obras que retornaram às salas depois de já exibidas em seus respectivos anos de lançamento – caso, por exemplo, do monumental Hiroshima Mon Amour. Posições… Leia mais Melhores Filmes de 2017: Primeiro Semestre

A Carta que Não se Enviou (Mikhail Kalatozov, 1959)

A estranheza do primeiro ato, com seus conflitos piegas e montagem truncada, não nos prepara para a força surpreendente do ato final. Quatro geólogos exploram a imensidão gélida e monocromática da Sibéria selvagem à procura de diamantes, e o que salta aos olhos desde o início é a expressiva cinematografia de Sergei Urusevsky, colaborador de… Leia mais A Carta que Não se Enviou (Mikhail Kalatozov, 1959)

John Wick: Um Novo Dia Para Matar (Chad Stahelski, 2017)

Uma narrativa espelhada, duas missões que se transformam em frenéticos set pieces de ação. O retorno de Stahelski e Reeves a John Wick parte da ambição quase sang-sooniana de oferecer a uma mesma estrutura de ação – o primeiro filme, e especialmente sua sequência de invasão à boate, a mais minuciosamente coreografada – novas possibilidades… Leia mais John Wick: Um Novo Dia Para Matar (Chad Stahelski, 2017)

Comentários: Até o Último Homem, Filhos do Medo, Resident Evil 6, Tempestade da Alma, Toni Erdmann

Até o Último Homem (Hacksaw Ridge, 2016), de Mel Gibson Pacotão Mel Gibson completo, com todas as suas virtudes e excessos. Mas a intensidade com que os primeiros passos daqueles homens na guerra são recebidos por nós, com uma profusão delirante de balas perfurando corpos, cadáveres putrefatos mergulhados na lama e um gore muito explícito,… Leia mais Comentários: Até o Último Homem, Filhos do Medo, Resident Evil 6, Tempestade da Alma, Toni Erdmann

Meu Pecado Foi Nascer (Raoul Walsh, 1957)

Raoul Walsh concilia muito bem um olhar crítico emblemático sobre o contexto histórico retratado com uma articulação dramática potente, brilhantemente modulada pela câmera e pelo espaço. Incrível aquele primeiro beijo entre escrava e senhorio, com suas contradições e relações de poder retumbando junto à tempestade, enquanto o vento rebenta as janelas da mansão e a… Leia mais Meu Pecado Foi Nascer (Raoul Walsh, 1957)